Desiderata

Desiderata poem de Max Ehrmann

Go placidly amid the noise and haste,
and remember what peace there may be in silence.

As far as possible without surrender
be on good terms with all persons.
Speak your truth quietly and clearly;
and listen to others,
even the dull and the ignorant;
they too have their story.
Avoid loud and aggressive persons,
they are vexatious to the spirit.

If you compare yourself with others,
you may become vain and bitter;
for always there will be greater and lesser persons than yourself.

Enjoy your achievements as well as your plans.
Keep interested in your own career, however humble;
it is a real possession in the changing fortunes of time.
Exercise caution in your business affairs;
for the world is full of trickery.
But let this not blind you to what virtue there is;
many persons strive for high ideals;
and everywhere life is full of heroism.

Be yourself.
Especially, do not feign affection.
Neither be cynical about love;
for in the face of all aridity and disenchantment
it is as perennial as the grass.






Take kindly the counsel of the years,
gracefully surrendering the things of youth.
Nurture strength of spirit to shield you in sudden misfortune.
But do not distress yourself with dark imaginings.

Many fears are born of fatigue and loneliness.

Beyond a wholesome discipline,
be gentle with yourself.
You are a child of the universe,
no less than the trees and the stars;
you have a right to be here.
And whether or not it is clear to you,
no doubt the universe is unfolding as it should.

Therefore be at peace with God,
whatever you conceive Him to be,
and whatever your labors and aspirations,
in the noisy confusion of life keep peace with your soul.

With all its sham, drudgery, and broken dreams,
it is still a beautiful world.
Be cheerful.
Strive to be happy.

não mudo

Tenho em mim todos os sonhos do mundo mas não me sonho de sobretudo e mudo num canto qualquer escuso da escada e do mundo e,no fundo ...não mudo,não mudo...

O fim dos tempos



Fazem-me falta as palavras
Que não entendo,
Para escrever cartas
Sem remetente,
Faz-me falta a inacção,
Para não me encontrar em cada esquina,
De rua e quarteirão
E não ter de falar,
Da saudade que dizem sempre vem
Ou da chuva que não cai porque se esqueceu,
Faz-me falta o abismo
Estremo.

Joel-Matos (12/2010)
http://namastibetpoems.blogspot.com

Dó,Ré,Mi...



Ut queant laxis,
Resonare fibris,
Mira gestorum,
Famuli tuorum,
Solve polluti,
Labii reatum.
Sancte Ioannes



"Para que os teus servos possam cantar as maravilhas dos Teus Actos admiráveis, absolve as faltas dos seus lábios impuros".

Tu (Do) maravilhas em actos, deixando
Rezar teus filhos, fazendo
Milagres e de teus gestos
Fazendo leis e nas faltas
Solvendo a pureza que no
Lábio destes reste,tudo em nome de-
Santo Ioanes
Jorge Santos (12/2010)
http://namastibet.blogspot.com


Há-de-vento



Há-de vento
O que há-de calmaria,
Há-de noite
O mesmo que há-de dia
Há-da treva usurpar a luz do'dia...


Jorge Santos (12/2010)

Altos Vão....





Os nossos corações vão altos...sem quem os alcance
E caem em cacos...como se louça fosse...

Jorge santos 

Dane-se



Dane-se o sonho, dane-se o dia
 Se há-de vento o que há-de calmaria
Há-de noite o mesmo que há-de dia
De noite os meus olhos são palcos do que imagino
De dia Iludo-os com aplausos
E fechos eclair p’ra não entrar a luz da rua
E a gritaria  

Jorge santos

O templo onde eu ainda não vivia



Num tempo anterior ao tempo
em que o eco meu ainda não vivia
e o espelho ainda não era invento
mas já nascera a lua e o astro do dia
vivia um mago que falava com o vento
num templo que ainda nem era templo
do tempo barbeiro que aí viria... 


Jorge Santos

Ela ia e ele vinha



Ela ia e ele vinha,
Olhavam-se e sorriam,
Ele ia e ela vinha,
Como que se perseguiam,

Isto duas vezes por dia,
Ela ia e ele vinha,
Ele vinha e ela ia,
De tarde e de manhãzinha,

Nos olhos fundos traziam,
O nascer e o pôr-do-sol,
Pareciam velas que acendiam,
Na manhã e de tarde apagavam.

Ela ia e ele vinha,
Ele vinha e ela ia,
Até que um dia,
(Bem à tardinha),

Unem-se num longo beijo,
E daí prá frente,
Ele ia e ela ia,
Ela vinha e ele vinha,

E foi assim sempre, até que a morte,
Veio, de mansinho,
E levou, primeiro um,
E depois, o outro,

Ele não veio... mais,
E ela também... não mais veio.

(mas continuaram os filhos e netos
Sorrindo e percorrendo os mesmos caminhos )

Jorge Santos (16/11/2010)

Solidão



A solidão
Infiltra-se-me nas veias
Como emigrante ilegal,
Possuo-a no recanto das narinas e
Não apenas no instinto
E prevejo-a na saudade,
No tom da voz suave, que não me pertence,
E no suposto sonho, que não venço,
(Talvez por ser eu tão pequeno
E violento o meu abraço)
Mas dou o nada por tudo,
E a marcar o rumo de minh'alma
Sem fundo, há um sólido prisma
Negro,negro preso a um recado,
(saudade do que não sou)
Que mais parece pleonasmo,
Quando distorce o brado
Da palavra que amo
E me engasga se a mordo
(solidão)





Jorge Santos (11/2010)