Sillêncios
Para ouvir a voz do silêncio,
pus-me a gritar aos quatro ventos,
o nome que me dizias baixo ao ouvido,
para ouvir o sopro do vento , encostei o ouvido ao vulcão,
e saiu de dentro , a voz do tempo,
e a tua que sussurrava,
mas não ouvi,
a tua morada,
então pus-me a gritar,
do Vesúvio , em desespero de causa,
e as asas do condor , transportaram a minha voz gritada,
aos cumes negados dos Andes,
e ,onde antes era silêncio,
ecoou , por montes e vales , o teu nome,
depois fez-se noite,
imersa e silenciosa.
Joel Matos
Se fosse eu
e fosse greve seria breve ,
se fosse meu,
seria réu ,
da fome e da greve de fome,
se fosse meu
o respirar e da inspiração, servo
, seria breve e Suevo,
o ar seria gota leve
,a Terra dura me saberia a doce e a presente
e seria agua de Jo,
seria livre artilheiro
de guerras profanas
e o mundo seria perfeito
o limoeiro daria limões amarelos
e a Cidreira douraria de Chás
,a Videira se cobriria
prenhe de pão de Ló.
.Da gota leve sorvo
o acido e Plácido respingo
,ate Domingo ,
até seu cheiro permanecer
no beijo de milho louro
,que não seja greve
que seja meu e eu seja
réu da fome e seja eu Jo,
se não ,que seja pó de arroz ,
no teu rosto e a tua voz cristal de neve.
Jorge Santos
se fosse meu,
seria réu ,
da fome e da greve de fome,
se fosse meu
o respirar e da inspiração, servo
, seria breve e Suevo,
o ar seria gota leve
,a Terra dura me saberia a doce e a presente
e seria agua de Jo,
seria livre artilheiro
de guerras profanas
e o mundo seria perfeito
o limoeiro daria limões amarelos
e a Cidreira douraria de Chás
,a Videira se cobriria
prenhe de pão de Ló.
.Da gota leve sorvo
o acido e Plácido respingo
,ate Domingo ,
até seu cheiro permanecer
no beijo de milho louro
,que não seja greve
que seja meu e eu seja
réu da fome e seja eu Jo,
se não ,que seja pó de arroz ,
no teu rosto e a tua voz cristal de neve.
Jorge Santos
Verde
Estátuas e guaritas,estradas infinitas,dizei-me,
Dizei-me se na minha vida tudo é verde,
Se é verde a vida ,se é verde a s'trada que garimpo,
Se é verde o vinho , que sobeja na taça e a taça que verto , também é verde.
Se ver-te verde , azul ou vermelho é miopia,
Dizei-me estátuas garridas , lages e avenidas,torres,
Se vejo verdes , guaritas e torrões castanhos,torreões , castelos,
Quando verdes seriam teus olhos claros,e cabelos.
Verdes são meus sonhos guardados,verdes são minhas mãos,
Verdes os meus sonhos,verde , minha pele escamosa.
Verdes as minhas princesas à espreita,
Não têm olhos verdes nem castanhos ,são olhos
De todos os tamanhos ,seguem-me nos sub terminais,
No metro suburbano, nos subterrâneos ,nas masmorras,
Dizei-me princesas se verdes são meus olhos,
Escamosa minha pele e ventosas
Jorge Santos
Dizei-me se na minha vida tudo é verde,
Se é verde a vida ,se é verde a s'trada que garimpo,
Se é verde o vinho , que sobeja na taça e a taça que verto , também é verde.
Se ver-te verde , azul ou vermelho é miopia,
Dizei-me estátuas garridas , lages e avenidas,torres,
Se vejo verdes , guaritas e torrões castanhos,torreões , castelos,
Quando verdes seriam teus olhos claros,e cabelos.
Verdes são meus sonhos guardados,verdes são minhas mãos,
Verdes os meus sonhos,verde , minha pele escamosa.
Verdes as minhas princesas à espreita,
Não têm olhos verdes nem castanhos ,são olhos
De todos os tamanhos ,seguem-me nos sub terminais,
No metro suburbano, nos subterrâneos ,nas masmorras,
Dizei-me princesas se verdes são meus olhos,
Escamosa minha pele e ventosas
Jorge Santos
Finjo que Fujo
Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo,Não, Eu simplesmente sinto Com a imaginação,
Não uso o coração , não lamento o que não escrevo,
Nem sinto flores demais sair desta mão,
Desta raiva do não sentir, mais infiel no dizer que a mim,
Dizem que finjo ou minto no que risco,
Ou imito ,mas sinto um resto , de purpura seda,
Que me cobre a razão
E , pelo sim , pelo não,
Escrevo no correr da mão.
Jorge Santos
Sei
Sei que posso
passar por Aí e
levar um amigo,
um abraço
pendurado no pescoço e no braço
não é obrigatório gostar de poesia ,
mas ela está sempre presente ,
eu sei ,
sei que posso passar por Aí,
levar comigo o mais simples gesto ou palavra
que possuir, a pretexto de tudo e de nada,
ela pode ser desfraldada
como bandeira
ou arreada na haste da derrota
mas eu sei
que a podes levar contigo
e a posso trazer comigo,
no bolso,
por mais simples que seja ,
vale o esforço.
eu sei ,
eu sei que a palavra não é nossa
nem é gaga é nao é nada
se não for dada
e se não for verdade/mensagem ,
se não for leve
e ao mesmo tempo pesada.
Jorge Santos
passar por Aí e
levar um amigo,
um abraço
pendurado no pescoço e no braço
não é obrigatório gostar de poesia ,
mas ela está sempre presente ,
eu sei ,
sei que posso passar por Aí,
levar comigo o mais simples gesto ou palavra
que possuir, a pretexto de tudo e de nada,
ela pode ser desfraldada
como bandeira
ou arreada na haste da derrota
mas eu sei
que a podes levar contigo
e a posso trazer comigo,
no bolso,
por mais simples que seja ,
vale o esforço.
eu sei ,
eu sei que a palavra não é nossa
nem é gaga é nao é nada
se não for dada
e se não for verdade/mensagem ,
se não for leve
e ao mesmo tempo pesada.
Jorge Santos
Luz da Terra
A flor Silvestre
Para dormir desperta em Mãe-Terra
Na orla da floresta frágil d’azinheiras
Havia que permanecer de raízes por terras, nuas,
Admirar Vega em noites sofismadas
Na sombra vaga ,nas margens d’azinhagas,
Da grande serra do Risco.
E os fogos-de-santelmo vieram
Na noite terna (sem nuvens) despertar
O Homem da flor silvestre
Cansado de repetir-se.
A flor Silvestre d’aragem sem pressas
Sopra em trigos e searas perenes,
Selvas ainda densas
Sussurrará sempre uma mensagem
De fé da Terra-Mãe.
Jorge Santos
Prego Meu
O meu prego
É moscovita,
Num dia torce
Para a direita,
No outro não entorta
Nem a crista.
É bolchevique
E fundamentalista,
Rasputine e encapuzado,
Por vezes ,o prego,
Sente-se ilhota e desencantado,
Outras, um Lorca fuzilado,
O meu prego,
É artista , da cidade
Dos comediantes
E dos segredos,
Nem ele sabe ,
O que sussurram,
Nus ,em negros becos,
Escondidos,
Com medo
Dos sem dedos,
Os Espíritas.
O meu prego mendiga,
Mechas de cabelo,
Com o filho cego.
O meu prego,
Esconde-se na sebe
E nos rochedos,
Tem ego de elefante
E ADN de mostrengo,
È Moscovita.
Jorge Santos
linha Tua

Tem linha fina tua
E não caroço no pescoço esguiu ,
Tem corpo toque e abraço quente a pele,
De frente , túgida,
De longe ausente
Mas de repente em pele-de-galinha se presente
Como um caroço de pinha de linha fina ,esguiu ,tem ...
Jorge santos
farol do cabo
Farol do fim ao cabo,
No ritmo te pinto, No intimo te sinto,
No limo t'alindo,
No peito t'ageito,
No leme t'amarro,
No(in) finito te fito,
No seio te beijo,
No desejo ...nem sei se mexo,
Se toco,
Se agarro,
Se roço,
Se afloro,
Se me demoro ou se fujo de farol no cabo...no cabo.
Jorge Santos
Fr'águas Mil
No que sobeja d'águas Caim
E magos em prados e cutelos,
Até que um rio correndo
M'arrastou e despiu d’árvore ,
Me envolveu d’folhas ,
Protegeu do frio , no sobejo
D'fraguas fortes , caí protegido ,
Caíam de mim , arrastadas no borborejo
Da fonte e cresci defronte ela
(minha amante), a fonte era distante
Mas soube-me a sede.
Descobri-me dum pouco no mar semfim
O acordeão lânguido, ritmado,
Das ondas salgadas,
O saguão pintado,bruxelante,
Refúgio das horas fundas,
No sobejo de águas-furtadas
Jorge Santos
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