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arch-au-ciel

O arco
 É o o meu final,
No meu fiar nem o final me consente,
Consorte e clemente o meu final sizal somente o calvo Cairo
E a semente do alho , afinal mal sei se o caminho é longo,
Se as minhas pernas curtas ou navego sem barco,
Zarpei zarco nos ocasos dos países san Telmos ,desterros e desertos arquipélagos,
O meu final é o pensar demais em terras de Cinzeis.

Jorge Santos

Febus,Prince Des Pyrénées

Oração a um Deus Anão




Procuro castigo puro,

Porque Profanei o tumulo

Destinado do destino

E a Mansão do Emílio Zola.

Procuro quem me iluda,

Dedo aponte ao proscrito,

Traslade do garrote,

Armadilho em Covil de Zorra.

Procuro castigo duro,

Carga de rinoceronte

Ou Cornada de bisonte,

Abate contra o muro

Como um Goya fuzilado.

Procuro castigo rasgado,

Pelo corte picotado,

Missiva de Degolado reles,

Enxertado nos baldios

Dos infernos dos montes

Dos Perdidos.

Procuro rastilho

Curto de explosão

Rápida em paiol

Procuro lábios de sangue

E segmentos de enxofre

Que chamem a atenção

Procuro castigo puro

Por saquear a vala comum

De um Deus anão.


o Quarto anjo derramou sobre o sol a sua Taça.
 
 
Jorge Santos

cavalo do vento


Escrevia o nome Dele,
Vezes e vezes sem conto ,
Em paredes de cal e estuque ,
Era estugado pelo Nome sublinhado,
"Completamente louco em terra varrida pela loucura",
Infiltrara-se pelos porosos e percursos obtusos ,
Rondos a absurdos nos declives e pelos talefes breves ,agudos ,sempre empinados,
Desenhava rotas, impossíveis e passivas ,
Esquadrinhava vagas/areias de Samarkand a Finisterra de Baku a Burgos
Sobrevoando o Gobi seguindos os raiados vales/paredes dos silencios em Jerusalém ,
Vales dos Reis e Nilos .
Escrevia o Nome Dele nas paredes silenciosas ,
Ociosas e brancas da memoria ,tentando não O olvidar(mos) ,
Á cadencia cadenciada dos passos perdidos e achados ,preenchia-o o fluxo das palavras imaginadas em Estilhaços Biblicos,recolhidos de
Destinos planisféricos , plenos  em silêncios e em cores repetidas , vides paredes em vidas e vidas Planetárias.
Cheiro a rosa velho o carvão negro  desenhava o Nome que estendia pelas paredes Venais.
Gautama Jesus

Jorge Santos

Irun/Burgos (460 km/4 dias camiño Santiago) DESAFIA-ME

Desafia-me a pele,
Parte-me os nós dos dedos,
Envolve-me de de suspiros e medos,
É na composição do teu sangue,
Que desalquimo a metade do que arde , neste poço avulso
E nesta bruma calda,
Desafia-me a maçã de Adão e é teu , o meu arco teso de homem preso
E sortilégios.

E vejo e vejo e vejo em bolhas de sabão, o teu sangue a arder ,
Com folhas ,sombras de poejos ,
Desafia-me...desafia-me , ao meu jeito cruel
E a minha boca , poderá saber a mel
Ou a pele malfada,
Se tranfiguro o meu lado mudo, no reles acossado Curdo
Que meu corpo nó Nudo
Rapella , no vesúvio do teu sangue , pulsante Rojo.


Jorge Santos

Hendaya

Hendaye cadê! voei tuado tatu ,mudei a hora do voo,tarefa ardua voar com outro horario ,mas voo no desaparecido Dumont tatu,tatu,quando eu penso nisso fundo me dá um voar tuado morar, mural,com sinal de fumo ,(quando minto quase desapareço ),voei desnudo,cadê! estou aqui!! à sua frente no "café du dernier espoir",nosso ponto de encontro Parisiense quase á hora do Pequeno almoço,mas a hora mudou,mudei a hora do voo,tatu,tatu(som)existe uma voz que é só nossa desnuda e Basca,existe um som "a toi" que não basta quase na hora viennense do "croissant au marron douce",estou aqui!!tatuado verde,na parede da Marina de Portofino,Anda! ,Anda!,vem até junto da linha de água ,Hendaye,ela "es dulce". Jorge Santos

pais do feijoeiro

Provoquei-te de nariz arrebentado por todo o lado e descravado dei de caras na raíz quadrada ,subi no país do feijoeiro à prova de bala ,procurei voltei do procurar, onde não prosei ou escrevei dilecto e directo provoquei-te de nariz sob o solo estrumado do jordi ,Na Judeia desencanto um Obama janota branco ,investido de Lamma,pergunto-lhe como me chamo e o Judeu Gentil diz-me ser eu proprio um Sacana provocador e de nariz arrancado no pais do feijoeiro,por um filisteu. Jorge Santos

Grifo Quetzal

O grifo Quetzal metaformou-se de Osíris e a ansiedade em desejo n'algumas notas guardou as penas de grifo ,aos outros eus grito eu, e garimpo nas minas do rei salomão ,busco tua mão ,Os'ris dos teus olhos os rostos do meu sequestro meigo e o esqueleto réu e opinião d'mestra ,os rins que m'e'dest,a ágil lebre que m'inha língua despe ,quanto é'escrita ,(o hombre de qui parlo ,o furor non si perdona),busca o grito total quetzal ou de os'iris uma carícia de grifo metamorfo ,o teu jeito no meu desejo. Jorge Santos

Tarot

Ente o Tarot/tarado e o (onde estavas) desgrenhada havia um fosso de lodo que me afundava até ao pescoço mas foi nos corredores chamandos nomeadoss e crispandos de mãos por cabelos brancos ,loucas designações ,ascendi do pantanal aceso e a bem ou mal entre o tarot e o tarado (onde estou) desgrenhado,agora flutuo no limbo no castelo bemfadado ,garças nomeiam denome as ameias do Castelo ventoso. Jorge Santos

cru

vi vi vi tudo vi entrudo vim mudo e vi tudo mais tudo que tudo e tudo e nada no curvo abuso da estrada larga e estreita vi vi vit-te no entroncamento na casa estrada na estrada casa no vi tudo no vim nada e nada fuso confuso , tu ,nua e nua e nua na estrada tua e fim e fim e fim e sem fim de estrada curva curva e curva e turva a manhã que não te vi na estrada ,tu nua e eu cru ,cru,cru.
jorge santos

O mundo de Troia

E no mundo de Troia o venTo varino os T'ês Tombavam ,Tudo Tava nos T'ês ,Travava os mêses ,os cavalos colossais ,as mesas e as carTas ilesas de quem não chegava ,às vezes ,por pouco Tempo o venTo parava e então os sorrisos caíam do duplo sol e das mulTiplas luas nas areias varrida do venTo Tolo.E no mundo de Troia o tempo parava e os T'ês se soerguiam em honra de Ulisses ,os vice-reis reunidos em semi-circulo no solestício duplo Travavam-se de razões e de novo o vento soprava e soprava e os T'ês Tombavam e Tombavam ,porque o mundo dos T'ês não Tinha Deuses ,só o vento Varino que soprava,soprava.... Jorge Santos