O grifo Quetzal metaformou-se de Osíris e a ansiedade em desejo n'algumas notas guardou as penas de grifo ,aos outros eus grito eu, e garimpo nas minas do rei salomão ,busco tua mão ,Os'ris dos teus olhos os rostos do meu sequestro meigo e o esqueleto réu e opinião d'mestra ,os rins que m'e'dest,a ágil lebre que m'inha língua despe ,quanto é'escrita ,(o hombre de qui parlo ,o furor non si perdona),busca o grito total quetzal ou de os'iris uma carícia de grifo metamorfo ,o teu jeito no meu desejo. Jorge Santos
Tarot
Ente o Tarot/tarado e o (onde estavas) desgrenhada havia um fosso de lodo que me afundava até ao pescoço mas foi nos corredores chamandos nomeadoss e crispandos de mãos por cabelos brancos ,loucas designações ,ascendi do pantanal aceso e a bem ou mal entre o tarot e o tarado (onde estou) desgrenhado,agora flutuo no limbo no castelo bemfadado ,garças nomeiam denome as ameias do Castelo ventoso. Jorge Santos
cru
vi vi vi tudo vi entrudo vim mudo e vi tudo mais tudo que tudo e tudo e nada no curvo abuso da estrada larga e estreita vi vi vit-te no entroncamento na casa estrada na estrada casa no vi tudo no vim nada e nada fuso confuso , tu ,nua e nua e nua na estrada tua e fim e fim e fim e sem fim de estrada curva curva e curva e turva a manhã que não te vi na estrada ,tu nua e eu cru ,cru,cru.
jorge santos
O mundo de Troia
E no mundo de Troia o venTo varino os T'ês Tombavam ,Tudo Tava nos T'ês ,Travava os mêses ,os cavalos colossais ,as mesas e as carTas ilesas de quem não chegava ,às vezes ,por pouco Tempo o venTo parava e então os sorrisos caíam do duplo sol e das mulTiplas luas nas areias varrida do venTo Tolo.E no mundo de Troia o tempo parava e os T'ês se soerguiam em honra de Ulisses ,os vice-reis reunidos em semi-circulo no solestício duplo Travavam-se de razões e de novo o vento soprava e soprava e os T'ês Tombavam e Tombavam ,porque o mundo dos T'ês não Tinha Deuses ,só o vento Varino que soprava,soprava.... Jorge Santos
Saudade
Perto da vidraça o bafo
desenha, da saudade
o abraço,fito o reflexo
e não m'encontro d'outro
lado,o vento me levou
da verdade o retrato.
desenha, da saudade
o abraço,fito o reflexo
e não m'encontro d'outro
lado,o vento me levou
da verdade o retrato.
fiquei um Arch'au'ciel
Jorge Santos
Lages calçadas
Amanhece ,D'Aquilino calçava descalço calçadas no espaço de sol-a-sol,intimidava-o a noite e a dor, a morte e o lençol branco,D'Aquilino calçava descalço calçadas no espaço do Calvário, nas cidades das folhas caídas entre uma e outra lage ,incomodava-o a chuva ,indiferente aos pés descalços do Bocage,Amanhece,D'Aquilino já não é calceteiro,descalço no lençol branco, seu corpo dislexico não mexe ,não crescem ervas entre as lages na calçada do Calvário ,Bocage já não sou,nem inquilino nem mestre deste corpo que não mexe,amanhece,D'Aquilino não aparece. Jorge Santos
Monumento de silencio
Cada monumento de pedra é atento e aparenta sair da bruma no Silencio,bebe-se nas espumas das espraias escumas,a cada momento o mito lírico pode viver sem medo e disperso na aparencia livre dos templos banidos (de pedras) , no sentido cromatico de uma verdade implacável,aí , ele tremia de medo do imperdoável em pergaminhos usados ,gastos. Tu ,tu aí e agora, sente a raiva doce, a fantasya de cal e pedra, a lagrima de saliva virulenta, sente a calma aparente que lateja encerrada nos labios virgens, sente,sente céus abertos livres ,sem sentidos proibidos,sem idolos de pedra e monumentos de calar,sem pátrias gastas,sem párias de silencios ,sem muros brancos,nem banidos de sentidos.Jorge Santos
não cesso de....
nao cesso de perder a coragem/ num corrimão de escada,/no elevador /tão perto de me perder /no cheiro a ti,/não cesso de roer as unhas /quando t'afundas nos corredores da escola/de perder o tino /quando me olhas tao de perto /não cesso de perder a calma nas malhas das tuas meias altas/ não cesso de viver incerto/ nas veias do teu pescoço /a minha frente no banco da classe/ onde me esqueço /e estou /se dentro do canteiro de jasmim /ou no espaço pertinho de ti/ sem coragem de te dar um abraço/não cesso de perder a coragem/ Jorge Santos
Algar
No Algar do candeeiro froxo (Arrimal)
o rosto tinha dentro o gosto a mosto e pedrais,
o brilho fosco e o sentido crítico do regato amainavam o acto ,
dum lago inscrito em semicírculo encerrado e baixo
,como se a luz escusa aprisionada fugisse devaga laiva,
amaina a salva,o musgo e acalma o som vago no algar do Arrimal.
( dedicado á aldeia do Arrimal.) Jorge Santos
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