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Arcaico Tato

No  caso
Sinto que a montanha pariu um rato ,
Desculpe minha falta de tacto ,
Em Espanha me diriam espere um "ratito" e "me retorno de pronto",
Quanto ao tato ,
Prompto,de fato e fazendo fé no Neruda diria que um toque laico
Nem me faria mais arcaico porque nem Casto sou ,
De resto sou unico a de fato,
Num beijo túnico.

JORGE SANTOS

Em Santiago

Em conta-gotas meu amo em gotas-contas me pagarás ,
No resto nem rotas as pontas de tuas roupas que se encontram curtas quando te levantas ,
Meu amo ,meu doce amo ,
Divides as dívidas em tanto e quanto faz as contas e pões na cintura a bolsa que legitima o teu sangue azul ,
Em contas meu amo me pagarás ,as contas do teu destino , porque no fim das tantas e quantas
Teremos destino igual ,dividiremos o mundo sim,o meu espiritual lado ,
E o teu ,belo amo ,apagado no lago quando te miras deslumbrado nele,
Obrigado,meu amo belo, belas contas-gotas me dais por pagamento.

Il trovattore trovatto e a ventania que se abriu no mont'alto do perdão , feliz o rei carvoeiro e a sua canção ,O Reis (de seu nome) sem reino e sem Perdão todos filhos dos homens sem quinhão.






Jorge santos

Sirios de fábulas

Em Sírius colhi Lírios
E espalhei em meus dominius lestos domicílios e dormi velado sem vela nem medo
Em courela pública,nela me declarei culpado e obliterado ,
Cogito Esperanto esparramado no telhado ,
Desafio demusa aceito
E declaro aberto encapela nossas encapeladas querelas em aguarelas Delírantes ,
Meu suave martírio é você
Amiga fábula .

 Jorge santos

Sou Tímido

Eu sou timido e me intimido de intimidades ,
Tenho pedras no lugar do coração,
Atravessa-me uma fealdade de rompante e o mundo fica-me indiferente ,
Sabe-me mal falar de frente ,
Sou um raro tipo de gente que destroi com os olhos o que mira ,
Sou misto  de "Aubisque"com  abismo e em mim próprio me afundo ,
Sou sobretudo desumano e trotamundos curvos ,
Sou mudo incincero e sou feio,
Não creio e receio o mundo ,
Sou o Joel permeio de matos e em fantasticos curros/muros fujo
Com receio de tudo e todos,por isso desvio o olhar quando alguem passa
e fujo como caça acossada ,por tudo e por nada.

JORGE SANTOS

poções magicas

Sonho castelos feitos de salas vazias,
E é vê-los encherem-se de magias alquimistas nos caíres noite após noite ,
Impérios romanos tombaram em chãos gastos ,
Dormideiras hipnoticas sonham no submundo profundo,
Nas brumas cheirando a poções em redor das ameias brilham os cabelos acesos de quem me guia
E seduz ,conduz ,sonho casas cheias de maravilhosas relíquias
E é vê-las encherem-se de sonhos e delícias ,
Carícias e desvendar segredos ,criar em vasos pistachos e cheirosos malmequeres,
Em chãos desfolhar milharais e tombar ao lado de quem me quer ao som de um jazz mole.

Jorge santos

el camiño

Creio que este desejo louco de te oferecer o sol ,
que sola tão pouco ,quando meu desejo não arde ,este sol que desbota a minha face ,
quando a vossa face e tua mão não se me parte ,de castigos e sem abrigo ,quando este desejo sabe a pouco,
e me deixa louco ,porque nem assim de louco sinto o calor no corpo,
e o desejo louco seafoga no teu corpo de vestal ,
não me leves a mal ,mas assim que meu corpo sonha com o sol ,fico louco
embora o sol deixe pra traz a lua ,e na tua rua me dispa de preconceito,
e leve aheito e a direito a phonya ,que cresce no peito ,
mar e mar ,maresia que me afogas e de sol solesticio derreto.

Jorge Santos

Il Trovatore

Sou eu ,
JURA ,
Jura Ma'ré que'm'é fiel,
Que não me atraiçoa num golpe de vento
Torto e m'atira borda fora como o marinheiro preguiçoso
Que dormitava no leme.
Sou eu, Jura ,
Que não me sensura, por dá-cá-aquela-palha ,
Na lisura do arco do Triunfo e no Mar-da-palha ,
Triunfante e Sargaço (o que faço ?) Do Olifante e no Falhanço,
Nem d'Arrogante sou réu,
Mas jura , jura ! Ma'ré , Jura,
Que me levas inteiro p'ra praia e me proclamas guerreiro /Hercules dos cardumes de sardinhas/carapaus ,
Me dizes ao ouvido que tenho jeito ou eu grito na maresia  aflito,
Ainda sem pé na praia ,
Sou eu , Jura....Jura  meu filho que não me arroja no meio da rua e na lama.
.

Il trovattore trovatto e a ventania que se abriu no mont'alto do perdão , feliz o rei carvoeiro e a sua canção ,O Reis (de seu nome) sem reino e sem Perdão todos filhos dos homens sem quinhão.

Jorge Santos

Ateu

Até ao ADEUS,
às mais aéreas de minhas loucas aguas ,
bonshomes sentem nas fabíolas fábulas
Bolenas Anas e Rolanda's faenas,
inspiradas nos precipícios senfins ruins,
sem nariz e até às mais fétidas de minhas falsas calmas ,
investem àureas de pressas ,
assim finas fivelas ,
às minhas presas francas e brancas ,
eslavas ,escrevo , escravizo e me deslavo ,
des'Aleixo (poeta português que não sabia ler nem escrever) ,
sem abrigo sem castigo erro ,
sou mestiço mestiçado e não sei o que ainda aqui faço ,
se trespasso o meu espaço , se fujo da colmeia ,
do melaço e da cana de açucar e do brinco areal com que brinco ou faço de palhaço
ou sou trapo d'orelhas mouchas,
tô feliz por um lado proscrito , bom... , mas por outro desisto,
Bom...bem isso é outa historia ,
a da gota d'agua renitente,a lagrima do penitente ,Enchente decorrente ,
também , se não escrever ,tem mais gente que o fará e nem as letras bestas ,
sentirão a diferença ,nem assim minhas lentes se enchem de lágrimas ,
temo que,
lástimas brandemos aos véus de pitonisas despidas e mordidas pelas pitons suas amigas ,
ai , não ,não tire a blusa que não usa ,vidente musa,
minha é ela já ,
não sou coerente ,
sou identico ao Santos Dumont ,
hoje tou sombrio , amanhã correu ,
brilho , pelo restolho e desminto a sombra que dorme e m'adorna em redor nos meus escolhos ,
se desabrigo a crença ,
aí desenbainho a lança e parto d'cruz , p'ra França de trem vagão ,
(sem a santa Aliança de sapados Prada vermelhos),
mesmo assim com a minha criança grand'eu e confiança na senda ancestral d'Atapuerca/Finisterra ,
Tua aliança , castiça , sou eu ,
todo Mauro,Muçulmano e Ateu ,Promet'eu .
 Valeu?

JORGE SANTOS

メンテナンス (Zé Pedal)

Zé Pedal ,Um pouco de história*




Olhos de um azul profundo, nariz afilado, lábios finos, cabelos sempre revoltos, feições assim um pouco hollyoodianas; corpo magro, estatura média e a pele clara, embora bronzeada pela constante exposição ao sol. Tudo isso, somado a um espírito inquieto e a uma alma pura, sempre disposta a compartilhar dos problemas do próximo e, porque não, do mundo. José Geraldo de Souza Castro, o Zé do Pedal, é assim. E isso, o faz igual e diferente. Inspira surpresa e confiança por onde passa, mesmo que a pessoa o tenha visto pela primeira vez.



Menino de origem pobre, ele nasceu em Guaraciaba/MG, em 15 de Julho de 1957. Caçula de quatro irmãos, perdeu o pai, o professor auto-didata Luiz José Martins de Castro, aos quatro meses de idade. Desamparada, a mãe, a doméstica Maria Auxiliadora de Souza Castro, três meses após a morte do marido, mudou-se para Viçosa, onde, com muito sacrifício, começou a traçar a trajetória de sua prole, transmitindo com sabedoria os ensinamentos de respeito, humildade, simplicidade, cumplicidade e companheirismo, quesitos básicos para a sobrevivência de quem não experimentou um berço de ouro.



No novo domicílio, lavando roupas para estudantes da Universidade Rural do Estado de Minas Gerais (UREMG), hoje, Universidade Federal de Viçosa (UFV), dona Maria começou a preparar os seus filhos para a vida, oferecendo a eles aquilo que lhe fora negado: a educação escolar. Assim, em um ambiente humilde mas de muito carinho, José começou a ensaiar os primeiros passos, sempre procurando fazer algo para ajudar a sua mãe. Quando era inverno, na época bastante rigoroso, os agasalhos eram poucos e, após suportar o frio pelas ruas, havia sempre o aconchego do lar, onde a mãe o esperava, como a todos os irmãos, com uma fogueira acesa na cozinha do pequeno casebre. Acariciados pelos afagos da mãe e o calor do fogo, todos dormiam... José sonhava, ora dormindo ora acordado...



Em certa ocasião, praticamente foi adotado por alguns estudantes da Universidade, a quem prestava pequenos serviços, depois de levar ou trazer a trouxa de roupa que sua mãe lavava. Desta amizade com os alunos, surgiram laços mais fortes, como o caso de Joenes Pelúzio Campos, que ele escolheu para padrinho.



Em época de Natal e Dia das Crianças, José gostava de olhar os presentes na vitrine. Quando chegava em casa, confeccionava os seus próprios: eram bois de chuchu, carretas com rodas de pedaços de cuia e tantos outros. A vantagem era que os presentes da vitrine estragavam e seus donos tinham que comprar outros. Os de José não, estavam no próprio quintal.



Foi assim que passou sua infância: perambulando pelas ruas de Viçosa, em busca de um futuro que insistia em não chegar. Foi engraxate e jornaleiro. Vendeu pastéis aos passageiros dos “trens de ferro” que levavam e traziam gente e notícias. Mas também fez peraltices. Foram estas peraltices que o jogaram nas mãos de comissários de menores que o enviaram primeiro ao Patronato "Escola Agrícola Arthur Bernardes", hoje Centro Tecnológico de Viçosa (CENTEV), no Bairro Silvestre, em sua cidade; depois, para a Escola XV, no Bairro Quintino, no Rio de Janeiro. As autoridades que o enviaram para lá esperavam que ele criasse juízo. Não criou. Se ter juízo é viver escravo de convenções que determinam a passagem da maioria dos seres humanos pela terra, o Zé continua sendo um desajustado.



Ficou por pouco tempo confinado naquela "Casa de Passagem”. Mesmo assim, sofreu todo os abusos da sociedade. Foi privado de muitas coisas na adolescência. Porém, descobriu que existem muitos meios de se derrubar grandes obstáculos e viu que a persistência não é o mais prática, mas de todos, o mais eficiente. Um dia, aproveitando o descuido da segurança, fugiu. Reformatório, pensou, nunca mais. Hoje é um exemplo para os jovens mostrando que nem sempre a “ocasião forma o ladrão”. Teve todas as oportunidades para se tornar um marginal, mas o ensinamento e a persistência pela dignidade o tornaram o grande homem que hoje é "descrito", através destas linhas e de toda a imprensa.



No Rio, depois da experiência de interno como menor infrator, o ciclista encontrou o seu caminho em vários episódios. Dali partiu para uma missão quase impossível por que tinha certeza de que “o possível se consegue em pouco tempo e impossível demora mais um pouco”. Ali, o futuro começou em forma de presente. Como pode uma bicicleta mudar a vida de uma pessoa? Ou ainda, uma parte dela, os pedais, da determinar o destino de um aventureiro, transformando-o em ambientalista como um Dom Quixote em sua luta contra os moinhos de vento? De repente, o mundo, tão grande para os demais mortais, tornou-se pequeno para o Zé do Pedal.



Hoje, dedica-se ao meio ambiente. É secretário geral da Fundação S.O.S Planeta Terra, organização não governamental idealizada pelo ciclista em sua viagem; assessor para o meio ambiente do Distrito LC 12 e do Lions Clube de Viçosa; e embaixador da Ong Apua Várzea das Flores, de Betim/MG. Tem participação em várias organizações mundiais e é solicitado a participar de eventos para conscientizar as pessoas do perigo que corre o Planeta pela falta de água, provocada por desperdícios e poluição dos mananciais.



Sua luta e trabalho com o meio ambiente começou pelo Rio São Francisco, onde José pôde ver, fotografar e relatar com tristeza o modo como o ser humano é incoerente no cuidado com a natureza, atirando despejos e detritos nas águas do rio sem nenhum constragimento e, por outro lado, exigindo que as autoridades tomem providências para a preservação do ecossistema.



Os barranqueiros, como são chamado os moradores ribeirinhos, o receberam com muito carinho e aproveitaram sua voz para pedir ajuda ao rio em agonia pois sua morte trará a destruição de muitos lares. Famílias inteiras já sofrem na pele as conseqüências dos atos desumanos deixados por turistas e moradores das cidades grandes que ficam próximas às margens.



Esta viagem já lhe rendeu exposições em várias cidades do Brasil e do exterior, pos ele também é fotógrafo. Além disso, ministra palestras em escolas conscientizando as crianças quanto ao valor da água e o cuidado a ser tomado para que o futuro não seja marcado por uma seca pior das já existentes no nordeste e alerta sobre a possibilidade de verdadeiras guerras futuras por um simples copo de água.



Ambientalista, aventureiro, fotógrafo, humanista, pedalista, viajante, José ou, simplesmente, Zé. São muitos os substantivos que o apresentam e os adjetivos que o qualificam.



A infância vai-se longe, mas a esperança de que há sempre um lugar para se chegar continua empurrando o aventureiro em busca de novas emoções.

Poiais Aureus

Bestiais poiais (si ) serenos ,feitos da ternura dos que me apoiam e me seguram , fratellos ,
Cheios de frescuras e cogumelos , sentem-se nos teus cabelos, nos teus braços terrenos
Nos laços em cachos de mariposas ,
Estes bestiais poiais pedestais terrenos e amenos que me alojam sendo tuas glosas e eu guloso,
São tuas tambem as rosas inventadas no tempo fugidiu em que fugi do presídio de frases feitas
E erros gramaticais,verbalizados,
Estes poiais bestiais de ar vernáculo que aqui do espaço inspiro e expiro são frescos cabelos e sistinos,são meus Hinos À  vida.


 Jorge Santos